Seção restrita da Biblioteca Arcádia
Entre poeira, silêncios e respirações que não eram só minhas

“Alguns livros não se perdem. Eles se escondem de quem ainda não está pronto para lê-los.”

Hoje ele apareceu.
Ou talvez tenha me deixado encontrá-lo.

O Grimório de Morwenna.
Não uma cópia. Não um registro. O original.

Coberto de poeira ancestral, encapado com couro escurecido pelo tempo — e por algo mais. Quando toquei a capa, senti um leve arrepio. Não de medo, mas de memória.

É um livro pessoal. Não só de feitiços, mas de pensamentos.
Feitiços que ela mesma criou, com anotações rabiscadas nas margens como quem conversa com a própria magia.
Cartas trocadas com Amara, sua melhor amiga algumas manchadas de lágrima seca, outras seladas com cera lunar.
E… uma sessão inteira sobre linhagens ocultas. Com símbolos que eu já vi. Em sonhos. Em visões. Em Nyx. Em Calista.

O livro estava ferido. Rasgado, úmido em algumas páginas.
Mas a magia reconhece quem lê com respeito.
Usei um feitiço de restauração rúnica e ele… se curou. Como se quisesse contar sua história outra vez.

Fiquei horas ali, lendo cada fragmento como quem devora o passado com fome de futuro.

Algumas frases me quebraram. Outras… me reconstruíram.

Hoje, descobri que Morwenna não era só uma bruxa poderosa.
Ela era alguém que amou tanto que ousou escrever feitiços com o próprio coração.

🖋️ – Aveline

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