📅 4 de outubro 1995

📖 “O destino escreve com pena de prata. Eu só reviso os parágrafos mal organizados.”

Hoje foi o dia em que coloquei as peças no tabuleiro.
Nyx… já havia despertado algo.
Calista… resistia sem saber do quê.
Mas elas não se encontrariam sozinhas. Não de verdade. Não do jeito certo.

Por isso, posicionei o convite no cavalete da entrada da biblioteca.
Nada muito escandaloso um feitiço leve de direcionamento, só pra garantir que Calista passaria por ali, desaceleraria o passo, olharia.
E ela olhou. E sentiu.
(Não tem como não sentir algo quando Nyx está envolvida, né?)

À noite, na galeria… elas estavam lado a lado.
Duas almas com cicatrizes antigas olhando pra um quadro que nasceu de um sonho compartilhado.
Elas não disseram muito. Nem precisavam. O silêncio entre elas estava vivo.

E então eu apareci. Por poucos minutos.
Só o suficiente pra deixar uma semente.

Depois, sumi.
O verdadeiro feitiço já tinha começado….

Não é sobre ler mentes.
É sobre sentir ecos.
E Nyx sentiu. Calista também. Mesmo que ainda chamem de “estranhamento”.

Elas não discutiram. Mas houve… fricção. Reconhecimento.
Aquela inquietação que só acontece quando duas almas compartilham uma origem que foi selada com sangue e lua.

Nyx não conseguiu acessar a mente de Calista porque não pode.
Porque as marcas do passado são veladas. Porque os nomes esquecidos ainda ardem nas entrelinhas da alma.
Eu sabia que isso ia acontecer.

É por isso que eu fiz questão de estar lá.
Na hora exata. Entre elas.
Como uma vela entre dois espelhos.
Iluminando só o necessário.

E depois? Fui embora.
Deixei o quadro fazer o trabalho.
Deixei o silêncio falar mais alto.

Ah… e deixei um bilhete preso entre as páginas do grimório 417.
Quem encontrar, ganha uma resposta. Ou mais uma dúvida.

Com sabedoria e charme inevitável,
🌙 -Aveline

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