Ela foi treinada para matar monstros.

Até conhecer um que tinha os olhos mais bonitos do mundo.

A avó dela ensinou que o mundo tinha dois lados: o humano… e o outro.

O lado que sangra diferente. Que não morre fácil. Que não merece piedade.

Ensinou-a a empunhar a adaga antes de segurar um lápis. Ensinou que hesitar é morrer.

Que vampiros não sentem. Não amam. Não merecem uma segunda chance.

Calista acreditou em cada palavra. Até aquela noite. Até ver ela parada sob a luz da lua, com sangue nas mãos e aqueles olhos… vermelhos como rubis, mas cheios de algo que Calista nunca imaginou encontrar em uma criatura da noite.

Beleza.

Dor.

Humanidade.

E então ela entendeu: alguns monstros não escolhem o que são. Eles só… existem.

Tentando sobreviver em um mundo que os odeia por nascerem diferentes.

Agora ela caça os que caçam ela. Porque às vezes, o verdadeiro monstro não é quem tem presas.

É quem empunha a estaca sem fazer uma única pergunta.

Calista Van River.

Descendente.

Caçadora.

Traidora.

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