Não sei o que me irrita mais: sentir… ou ter que admitir que senti.

Eu não sei o que aconteceu comigo hoje.Ou talvez saiba e só não quero colocar isso em palavras.Mas se eu não escrever, isso vai me corroer por dentro. A verdade é simples e vergonhosa:eu senti ciúmes. De Calista.De alguém se aproximando dela.De alguém tocando o braço dela como se tivesse permissão.De alguém sorrindo pra ela […]

O Silêncio Também Sangra

Há silêncios que não nascem da paz.São apenas feridas disfarçadas, esperando a hora certa para abrir.Aprendi isso observando o reflexo das velas tremendo sobre o chão da galeria.A chama nunca está parada mesmo quieta, ela respira. Como eu. Hoje, o ar parece denso demais, como se o mundo inteiro tivesse prendido a respiração.Talvez seja o […]

O sangue fala. Mas as lembranças… só gritam no vazio.

Aveline nos contou hoje, sobre a linhagem, Sobre sermos descendentes de uma união marcada pela magia, Sobre Amara. Lucien. Morwenna. Nomes antigos. Histórias que ecoam em cada página dos grimórios empoeirados. Ela disse que é por isso que sinto a magia. Que é por isso que meu sangue nunca foi igual ao dos outros vampiros. […]

Meu sangue sempre foi diferente. Só agora entendi o porquê.

Sempre soube que nasci vampira.Não fui transformada, nunca passei pelo ritual.Nasci assim.Mas o que eu não sabia… é que toda minha linhagem carrega isso.Meus pais.Meus avós.Os ancestrais antes deles.Todos nascidos. Todos diferentes. Hoje, juntei as peças.Descobri que meu sangue é mais antigo do que imaginava.Mais raro.Mais… perigoso. Sou descendente direta.Meu sangue carrega vestígios de magia.Não […]

Há noites em que o instinto vence. E outras… em que ele cobra.

São cinco da manhã.A cidade dorme.Mas meus olhos ainda estão acesos, vermelhos como vinho velho. Hoje foi noite de caça. Desde que Calista esteve aqui no loft, eu…não consegui mais caçar neste espaço.Ela deixou algo no ar. Algo que me prende. Algo que me impede de sujar o chão com instinto.Então voltei às ruas. Como […]

6 de Outubro 1995

Hoje eu me peguei desenhando uma rosa negra no canto da parede do quarto.De novo. É estranho como certas coisas me atraem sem esforço.A cor. A forma. A sensação de algo que parece perigoso, mas é puro em silêncio.Sempre achei que as rosas negras fossem sobre morte. Fim. Sangue seco. Mas não são. Elas são […]