Caçar para não explodir

Acordei estressada.
Sem motivo exato. Só aquele tipo de raiva acumulada que ferve por dentro e não encontra válvula de escape.

Então fiz o que sempre faço nesses dias amarrei as botas, ajeitei a adaga no cinto e fui caçar.

Nada como o silêncio das ruas cortado pelo farfalhar de um vulto que acha que pode se esconder de mim.

Mas hoje…

Hoje foi diferente.
Os vampiros estão mais escassos ou mais espertos. Talvez os dois não sei.
A cidade parecia vazia, como se eles tivessem sentido o meu mau humor e decidissem dar meia volta.

Mas eu não desisto fácil.
Depois de três horas caminhando por telhados e ruas quase mortas, encontrei uma.

Uma Jovem vampira e arrogante.
Boa de fuga. Péssima de escolha.

Dei a ela o que merecia.

Não é prazer.
É necessidade.

O som do corpo caindo no chão, o sangue estalando no concreto…
Aquilo me acalmou.

É estranho escrever isso. Mas é verdade.

Alguns meditam.
Outros tomam banho quente, respiram fundo.

Eu caço.

E hoje…

Foi isso que me manteve inteira.

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